Révision des Aspidorhynchidae (Pisces, Actinopterygii) du Mésozoïque : ostéologie, relations phylogénétiques, données environnementales et biogéographiques

Paulo M. Brito
Département de Biologie Animale et Végétale, Université détat de Rio de Janeiro
et chercheur du CNPq
rua Sao Francisco Xavier 524, Rio de Janeiro, 20559-900 (Brésil)







Brito P. M. 1997. - Révision des Aspidorhynchidae (Pisces, Actinopterygii) du Mésozoïque : ostéologie, relations phylogénétiques, données environnementales et biogéographiques. Geodiversitas 19 (4) : 681-772.


RÉSUMÉ
Le présent travail a pour but l'étude anatomique, systématique et phylogénétique des poissons Aspidorhynchidae, famille ubiquiste connue du Jurassique moyen au Crétacé supérieur. La première partie de ce travail est consacrée à la description détaillée du squelette, crânien et post-crânien, des trois genres d'Aspidorhynchidae : Aspidorhynchus, Belonostomus et Vinctifer. La description de chaque genre, fondée sur l'espèce-type, est introduite par un bref historique et par l'énoncé de sa distribution spatio-temporelle. Elle est suivie d'une revue des autres espèces avec mise en évidence des caractères originaux qui permettent de préciser la définition du genre et de justifier la validité des espèces. Cet inventaire détaillé conduit à recenser les espèces valides, les espèces mises en synonymie et les espèces exclues du genre. La seconde partie est consacrée à une analyse phylogénétique des Aspidorhynchidae. Ceux-ci forment, au sein des Teleostei, un groupe monophylétique où Belonostomus et Vinctifer sont eux-mêmes réunis dans un groupe monophylétique. Les Teleostei sont considérés comme formant un clade bien différencié dont les Aspidorhynchidés sont le taxon le plus basal. En revanche, les relations de parenté entre les lignées majeures de Néopterygii ne sont pas résolues. Une analyse de la biogéographie historique des Aspidorhynchidae indique une répartition paléogéographique pangéenne, qui remonte au moins au Jurassique inférieur.

MOTS CLÉS
Pisces, Aspidorhynchidae, taxonomie, systématique, biogéographie, Mésozoïque.


ABSTRACT
The aim of this work is the anatomical, systematic and phylogenetic study of the Aspidorhynchidae, which is a widespread family known from the Middle Jurassic until the Upper Cretaceous. The first part of this work is devoted to the detailed description of the cranial and post-cranial skeleton of the three genera of Aspidorhynchidae: Aspidorhynchus, Belonostomus and Vinctifer. The description of each genus, based on the type species, starts with a brief historical review and the spatio-temporal distribution. Follows a review of the other species with a diagnosis based on characters that define the genus and justify the validity of the species. This detailed inventory leads to a census of valid species, synonymous species as well as to species excluded from the genus. The second part is concerned with the phylogenetic analysis of the Aspidorhynchidae. These form a monophyletic group within the teleosts, whereby Belonostomus and Vinctifer are affirmed as a monophyletic group. The teleosts are considered as a well differentiated clade in which the aspidorhynchids form the basal taxa. On the other hand, the interrelationships among the major lineages of Neopterygii (halecomorphs, semionotiforms sensu Olsen & McCune 1991, pachycormids and teleosts) are unresolved. Finally, the historical biogeographic analysis of the aspidorhynchids indicates a Pangeal-type relationship, dating as far back as the Lower Jurassic.

KEY WORDS
Pisces, Aspidorhynchidae, taxonomy, systematic, biogeography, Mesozoic.


RESUMO
O presente trabalho tem por finalidade o estudo anatômico, sistemático e filogenético dos peixes da família Aspidorhynchidae, conhecidos do Jurássico médio até o Cretáceo superior, em todos os continentes. A primeira parte do trabalho se consacra à descrição detalhada do esqueleto craniano e pós-craniano dos três gêneros da família: Aspidorhynchus, Belonostomus e Vinctifer. Esta descrição é baseada na espéce tipo de cada gênero e nela são dados um breve histórico e uma sinópse da distribuição espaço-temporal. Esta descrição é seguida de uma revisão das outras espéces onde se destacam os caractéres que permitem precisar a definição do gênero e de justificar a validade das diversas espéces. Este inventário nos conduz a confirmar as espéces validas, colocar algumas espéces em sinonímia assim como excluir espécies dos gêneros. A segunda parte do trabalho se consagra a uma análise filogenética dos Aspidorhynchidae. Estes formam, no interior do Clado Teleostei, um grupo monofilético onde Belonostomus e Vinctifer formam um grupo irmão. Os Teleósteos por sua vez são considerados como um clado bem definido do qual a família Aspidorhynchidae representa o taxon basal. Por outro lado, as relações filogenéticas entre os grandes grupos de Neopterygii (cf . Halecomorfes, Semionotiformes sensu Olsen & McCune 1991, Pachycormidae e Teleósteos) não estão resolvidas. Uma análise da biogeografia histórica dos Aspidorhynchidae indica uma relação do tipo Pangea remontando, pelo menos, ao Jurássico inferior.

PALABRAS CHAVE
Pisces, Aspidorhynchidae, taxonomia, sistemática, biogeografia, Mesozóico.




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